Conto de fadas grego acabou nos pés de Ibrahimovic

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Conto de fadas grego acabou nos pés de Ibrahimovic

Mensagem  Vitor mango em Qua Jun 11, 2008 11:13 am

Conto de fadas grego acabou nos pés de Ibrahimovic

10.06.2008 - 22:52 Manuel Assunção



Nenhuma
selecção conseguiu defender com sucesso o seu título de campeã europeia
de futebol. Pela amostra desta noite, ainda não deverá ser desta que
aparece uma excepção à regra.

A
Grécia acordou do sonho vivido no Euro 2004 com um grande pontapé de
Zlatan Ibrahimovic, que guiou a Suécia a uma vitória (2-0) sobre o
campeão, em Salzburgo, Áustria. “As memórias de 2004 são fantásticas,
mas temos de as deixar para trás e olhar para o futuro”, afirmou
Traianos Dellas antes do jogo inaugural. O futuro dos gregos vai
depender do jogo de sábado com a Rússia.

O mesmo treinador, os
mesmos jogadores, o mesmo estilo defensivo. Em relação a 2004, a Grécia
só não tem a surpresa do seu lado. Única equipa do Europeu que joga com
três centrais, foi a mesma formação aborrecida, sem assumir riscos, da
competição organizada por Portugal. A meio da primeira parte, todos os
adeptos não gregos no Wals-Siezenheim começaram a assobiar a selecção
helénica, que tentava “adormecer” o adversário com passes contínuos,
para o lado ou para trás, entre os seus centrais. “Foi um jogo difícil,
sobretudo para os atacantes”, reconheceu Ibrahimovic.

A
estratégia funcionou há quatro anos, ontem a eficácia não foi a mesma.
“Não podemos limitar-nos a passar a bola 50 vezes no meio do campo. De
vez em quando, é preciso ir para a frente. Com este jogo, não podemos
sobreviver contra as melhores equipas da Europa. Temos de mudar o
estilo de jogo, se não seremmos eliminados”, criticou o atacante
Amanatidis.

A Suécia, com Ibrahimovic e Henrik Larsson no
ataque, tinha mais vontade, mas nunca é fácil marcar à Grécia. A
primeira parte foi muito fraca. Os 36 anos de Larsson contribuem para
fazer da selecção nórdica a mais velha da prova (média de 29 anos e 85
dias), mas o jogador do Helsingborg serve para mais coisas. Foi com ele
que Ibrahimovic fez uma tabela antes de marcar um dos golos mais
espectaculares do campeonato, um remate de fora da área ao ângulo da
baliza de Nikopolidis, que voltou a ser batido num Europeu depois de
ter “fechado” a sua baliza nos quartos-de-final, na meia-final e na
final da edição anterior – o recorde de cinco jogos seguidos sem sofrer
golos de Edwin van der Sar (Holanda) está a salvo. “Perdemos
Ibrahimovic de vista por um segundo...”, lamentou Otto Rehhagel,
seleccionador grego.

O lance decisivo do jogo aconteceu aos 67’,
curiosamente quando a Grécia dava alguns sinais de ambição, e terminou
com outra série, esta negativa: o avançado do Inter de Milão não
marcava pelo seu país desde Outubro de 2005, há 14 jogos.

O
segundo golo sueco aconteceu pouco depois e teve novamente o “velhinho”
Henrik Larsson na jogada. O n.º 17 isolou Ljungberg e este não
conseguiu marcar, mas a fé do defesa-central Petter Hansson manteve a
jogada viva e, às duas ou três tabelas, conseguiu colocar o seu nome na
lista de marcadores. Com quatro anos para testarem possibilidades, os
adversários da Grécia lá conseguiram finalmente arranjar um antídoto
para o seu veneno. “No próximo jogo temos de aparecer com outra cara”,
admitiu Rehhagel. Tem mesmo, mas um segundo milagre parece improvável.
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Vitor mango

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