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Mensagem  RONALDO ALMEIDA em Qui Jun 12, 2008 9:17 pm

[color:a2e4=#666]Governo ouve críticas sobre a reacção à crise dos combustíveis
Sócrates admite que sentiu "o Estado vulnerável" durante a paralisação dos camionistas
12.06.2008 - 18h01 Lusa, PÚBLICO
O primeiro-ministro, José Sócrates, admitiu hoje, durante o debate quinzenal parlamentar dedicado ao tema dos combustíveis, que "em alguns momentos" da paralisação das empresas de transportes sentiu "o Estado vulnerável", garantindo que irão ser tomadas medidas para evitar que a situação se repita.

"Todos temos que tirar lições do que aconteceu nestes três dias. Uma das lições que tirei: nalguns momentos eu senti o Estado vulnerável", disse, em resposta ao líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã.

O primeiro-ministro assegurou que irão ser tomadas medidas para impedir situações como as registadas desde segunda-feira, afirmando não compreender como algumas infra-estruturas estão "tão dependentes do abastecimento de combustível por via rodoviária".

Antes destas afirmações de Sócrates, Mota Amaral, escolhido pelo PSD para interpelar o primeiro-ministro no debate de hoje, criticou a "falta de previsão" do Executivo PS e a dificuldade do Governo de agir "sob pressão" para resolver a crise dos camionistas.

Mota Amaral explicou que, por opção, o PSD "nada disse" sobre a crise dos combustíveis para "não dificultar o trabalho do Governo" e por o partido "não cavalgar a onda de todos os descontentamentos" na rua, tendo sido aplaudido pela bancada da maioria socialista.

Seguiram-se as críticas ao Executivo, pela incapacidade em prever as consequências dos consecutivos aumentos dos preços dos combustíveis e de ficar, a partir de agora, "vulnerável a pressões idênticas". Para o ex-presidente da Assembleia da República, Sócrates deveria ter "formulado, e tempo, um plano de contingência". "O que agora concedeu sob pressa, bem podia ter determinado em total liberdade de decisão", defendeu.

Na resposta, o primeiro-ministro recusou a ideia de "falta de previsão", afirmando que ninguém poderia prever que o preço do barril do petróleo iria subir até aos 134 dólares. "Isso não seria previsão, era bruxaria", afirmou, sublinhando que só "os mais ingénuos" podem usar o argumento da previsão.

Pelo PCP, Bernardino Soares defendeu que o bloqueio dos transportadores de mercadorias mostrou a fragilidade e dependência do país do exterior e criticou o Governo por "não tocar nos lucros" das petrolíferas, referindo-se ao acordo alcançado entre o Executivo e as transportadoras que pôs fim ao bloqueio dos camionistas que afectou o abastecimento de bens essenciais e combustíveis. "Nos lucros totalmente especulativos aí não se toca. Nos direitos dos trabalhadores, aí sim. Este acordo vai beneficiar sobretudo as grandes empresas e abre a porta à desregulamentação dos trabalhadores do sector", continuou Bernardino Soares, que pediu ainda ao Governo que "ponha o Código do Trabalho na gaveta tal como fez com o socialismo".

O deputado do PCP sustentou que a crise dos últimos dias "mostrou que a economia está nas mãos dos accionistas". Em resposta, Sócrates afirmou que o "Governo não foi a correr atrás dos protestos nem cedeu a demagogias nem a facilidades" e que já na semana passada tinha encetado negociações com representantes dos transportadores de mercadorias.

"Os últimos dias pareceram uma espécie de PREC"

Também o CDS-PP acusou o Governo socialista de "falta de previsão" na questão do preços dos combustíveis e de falhar no garantir da segurança durante os bloqueios dos camionistas, sublinhando que nos últimos três dias o ministro da Administração Interna, com a tutela das polícias, não esteve no país por se encontrar em Brasília para comemorações do 10 de Junho.

"Nós preferimos o compromisso ao caos, mas nos últimos dias, que pareceram uma espécie de PREC [processo revolucionário em curso], mostram que o Governo não previu os acontecimentos", disse o líder do CDS-PP, Paulo Portas, acrescentando que o Executivo "acaba por ir cedendo a uns e outros e não manteve a ordem". O primeiro-ministro defendeu que o Governo agiu com "proporcionalidade" e que a forma como geriu a crise "foi a melhor homenagem ao pragmatismo" para "resolver um problema".

Francisco Louçã utilizou a sua intervenção no debate pelo Bloco de Esquerda para questionar o primeiro-ministro sobre a constante alteração do preço dos combustíveis, dando como exemplo concreto a Galp, que hoje voltou a aumentar os preços, apesar do preço do petróleo ter baixado. "A Galp aumenta a gasolina quando aumenta o preço do petróleo nos mercados internacionais e aumenta a gasolina quando baixa o preço do petróleo. Isto é o resultado da liberalização, permite à Galp, juntamente com outras empresas, aumentar sempre que quer os preços", criticou o dirigente bloquista.

Na resposta, o primeiro-ministro sublinhou que "não é o Estado que tem alguma coisa a ver com os preços da Galp" e aproveitou para criticar a atitude do BE durante a paralisação de três dias das empresas de transporte. "Nunca vi um deputado do BE fazer um apelo aos camionistas para que dialogassem, pelo contrário vi um deputado do BE dizer que a dimensão do protesto estava ao nível da dimensão do problema", criticou.

RONALDO ALMEIDA

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Mensagem  Admin em Qui Jun 12, 2008 9:37 pm

Foi uma manifestaçãozita de uma grande mole de empresários de transportes, ao que parece comparável à dispersão existente no ramo da distribuição (mercearias!!!) há 20 anos atrás.
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