Telemóveis perturbam sono

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Telemóveis perturbam sono

Mensagem  Vitor mango em Sex Jun 13, 2008 10:23 pm





Telemóveis perturbam sono


O uso excessivo de telemóveis está a alterar os padrões de sono dos
jovens, que dormem cada vez menos. Para os especialistas, dormir sete a
nove horas por noite é fundamental para a saúde.



Maria Luiza Rolim












Sérgio Granadeiro
A apneia é um dos distúrbios do sono e exige tratamento médico



Quem faz mais de 15 chamadas e/ou envia 15 SMS por dia tem mais
dificuldades para dormir em comparação às pessoas que usam
moderadamente os telemóveis. Além disso, apresentam mais
susceptibilidade ao stress e à fadiga. Esta é a conclusão de um estudo
divulgado esta semana pela Academia Americana da Medicina do Sono de
Westchester, EUA.



De acordo com a pesquisa, estar interligado durante todo o tempo -
hábito cada vez mais frequente em todo o mundo - é muito pouco
saudável. "É necessário consciencializar os jovens sobre os malefícios
do uso abusivo dos telemóveis", afirma Gaby Brade, autor do estudo.



Segundo este médico da Academia de Sahlgren, em Gothenburg, Suécia,
"parece existir uma relação entre o uso intenso dos telemóveis e uma
conduta que compromete a saúde". Foram observados 21 jovens com idades
compreendidas entre os 14 e 20 anos. O grupo experimental, três homens
e oito mulheres que usavam o telemóvel de forma excessiva, revelou um
estilo de vida mais descuidado, maior consumo de tabaco, álcool e
outras bebidas estimulantes, assim como dificuldades para dormir, além
de sofrer de stress e fadiga.



Dormir é preciso



A vida moderna nos grandes centros urbanos é uma correria, e as
pessoas tentam aproveitar cada minuto. Muitas vezes, a primeira coisa
que sacrificam é o sono. "Entre pessoas saudáveis, há uma tentação de
restringir, voluntariamente, o sono, para ficarem acordadas mais uma
hora ou duas, ou para levantarem uma hora ou duas mais cedo. O problema
é que, sem darem por isso, estão a reduzir a produtividade e a expor a
saúde", adverte o médico Greg Belenky, director do Centro de
Investigação do Sono e Performance, da Universidade Spokane de
Washington.



Este investigador tenta alertar os americanos, incluindo os cerca de
40 milhões de pessoas que a cada ano se deparam com algum tipo de
distúrbios do sono, para os riscos a que se expõem.




Os distúrbios do sono (insónia, apneia, narcolepsia, bruxismo,
sonambulismo e síndroma das pernas inquietas) têm sido alvo da atenção
de um número crescente de cientistas. Um dos mais graves é a apnéia,
caracterizada pela interrupção/diminuição do fluxo do ar que provoca a
queda do oxigénio no sangue e a despertar com frequência, podendo levar
à morte.




De acordo com a Fundação Nacional do Sono, antes de Thomas Edison
inventar a lâmpada em 1880, as pessoas dormiam pelo menos dez horas por
noite. Actualmente, os americanos têm menos de 7 horas de sono durante
a semana, e cerca de 7,5 horas aos fins-de-semana.




Os especialistas recomendam sete a oito horas de sono por noite,
dependendo das necessidades de cada pessoa. "O número de pessoas que
dormem as horas necessárias ideais é cada vez mais reduzido. E quando
uma pessoa dorme seis horas ou menos, as coisas tornam-se muito
complicadas ", afirma o médico Chris Drake, investigador senior do
Henry Ford Hospital Sleep Disorders and Research Center, em Detroit.



Poucas horas de sono ou noites mal dormidas afectam, em especial, a
performance no dia-a-dia. "Os efeitos são visíveis imediatamente.
Dormir pouco pode levar as pessoas a tomar más decisões; deixa-as mais
susceptíveis a perder as coisas; torna-as mais desatentas e desligadas
da realidade", disse Chris Drake.




Doenças e obesidade



Os resultados são ainda mais graves a longo prazo. A carência de
sono pode levar à obesidade, diabetes, pressão alta, problemas
cardíacos, depressão e abuso de medicamentos para dormir (uma solução
para noites mal dormidas, mas prejudicial a longo prazo).



Segundo Chris Drake, que trabalha também com professor assistente de
psiquiatria e neurociência comportamental na Wayne State University
School of Medicine, com poucas horas de sono, as hormonas que controlam
o apetite tornam-se "desorganizadas".



Ao mesmo tempo, as hormonas que estimulam o apetite, por sua vez,
aumentam de actividade. Experiências em ratos de laboratórios levadas a
cabo pela Universidade de Princeton, nos EUA, indicam que a falta de
sono afecta a região do cérebro envolvida na formação de memórias.
Dormir pouco pode levar o cérebro a parar de produzir novas células.



A inibição da produção de neurónios associada à privação prolongada
de sono, por sua vez, pode explicar algumas deficiências de
aprendizado. Pessoas com falta de sono têm dificuldades de
concentração. Outro estudo, conduzido por pesquisadores americanos e
singapurenses, revela que o cérebro, mesmo privado de sono, pode operar
normalmente durante certo tempo. Mas, em seguida, responde lentamente
aos estímulos que requerem atenção e interpretações visuais. Assim
sendo, "os períodos de funcionamento aparentemente normal podem, por
exemplo, dar falsa ideia de segurança".



Doença bipolar e sono



Adoptar um padrão regular de sono pode ser benéfico também para quem
sofre de transtorno bipolar. Segundo um estudo apresentado no ano
passado do colégio americano de neuroafarmacologia, a alteração do
'relógio biológico' que regula o horário da fome e do sono pode agravar
os sintomas dessa desordem psíquica associada a mudanças bruscas de
humor. Dormir pouco também afecta o crescimento.



Segundo especialistas, horas correctas de sono durante a noite são
importantes para a liberação da hormona do crescimento. As crianças
pequenas devem ir para a cama entre as 19h30 e as 20h30. As horas de
sono variam em função da idade.



Um estudo divulgado no ano passado pela Fundação Nacional do Sono
dos EUA, revela que a carga de actividades em casa e no trabalho e os
hábitos da vida moderna estão a arruinar o sono de duas entre cada três
mulheres americanas.



Mulheres de todas as idades, sobretudo as que trabalham e, em
especial, as mães solteiras, são as mais afectadas. Poucas horas de
sono durante a noite, cansaço e sonolência durante o dia provocam
ansiedade, stress e depressão, e afectam a vida sexual.



Mas, como em tudo na vida, o excesso de horas de sono pode ser
igualmente prejudicial. Pelo menos a julgar pelos resultados de um
estudo realizado pelas University of Warwick e University College
London, que analisou o padrão de sono e as taxas de mortalidade de
10.308 funcionários públicos britânicos. O risco de problema
cardiovascular fatal duplicou tanto para aqueles que reduziram as horas
de sono de sete para cinco horas, como para os passaram a dormir no
mínimo menos oito horas diárias.












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Vitor mango

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