Êxito português no cancro do cólon

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Êxito português no cancro do cólon

Mensagem  Admin em Dom Jun 15, 2008 1:39 am

Cancro
Êxito português no cancro do cólon

Descoberta de cientistas do Ricardo Jorge e do Ipatimup abre a porta à criação de novos fármacos para tratar cancro do cólon
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Duas equipas de investigadores portuguesas, uma do Instituto Ricardo Jorge, de Lisboa, a outra do Ipatimup-Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, descobriram uma via capaz de facilitar a criação de novos fármacos destinados ao tratamento de um dos tipos de cancro do cólon.
A identificação de um novo marco molecular de um dos tipos de cancro do cólon poderá contribuir para contornar o habitual tratamento de tumores com químicos muito gerais e efeitos secundários graves. Em declarações ao Expresso, Peter Jordan, do Ricardo Jorge, diz que passará a ser possível “trabalhar para encontrar ferramentas que vão directamente dirigidas para um local específico”.
O cancro do cólon e do recto é dos mais frequentes tipos de tumores em Portugal. Diferentes estudos moleculares têm indicado a existência de pelo menos três tipos distintos desta doença. O que os investigadores portugueses descobriram foi a existência de uma associação significativa entre a ocorrência de mutações num gene designado por B-Raf na presença de uma variante de um outro gene, o RAC1. As equipas chefiadas por Peter e por Raquel Seruca, do Ipatimup, demonstraram que “a presença simultânea destas duas alterações genéticas caracteriza quinze por cento dos tumores do cólon”. Se interferissem com ambos os genes provocavam a morte de oitenta por cento das respectivas células cancerígenas.
Sabia-se já, diz Raquel, “que actuando só num dos genes, ocorria alguma morte celular, mas nada de extraordinário”. Por outro lado, quando a mutação existia num dos genes, estava associada a alterações no outro gene. Ao inibirem os dois conjuntos as células morriam numa percentagem muito elevada.
Confiante nas possibilidades terapêuticas desta descoberta, Peter sublinha, porém, que “há um grande passo a dar entre os resultados agora obtidos em células cultivadas e a sua confirmação no nosso organismo”.
Valdemar Cruz
http://aeiou.semanal.expresso.pt/1caderno/pais.asp?edition=1859&articleid=ES293888
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