Fidel pede às Farc que libertem reféns na Colômbia

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Fidel pede às Farc que libertem reféns na Colômbia

Mensagem  Vitor mango em Seg Jul 07, 2008 12:08 am

Fidel pede às Farc que libertem reféns na Colômbia








Cláudia Jardim
De Bogotá para a BBC Brasil





Castro criticou os 'métodos cruéis' usados pela guerrilha

O
líder cubano Fidel Castro pediu neste domingo que as Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertem unilateralmente os reféns
em seu poder, mas que não deponham as armas.



"Critiquei com energia e franqueza os métodos objetivamente cruéis do sequestro e da retenção de prisioneiros nas condições
da selva", afirmou Castro em um texto publicado neste domingo na página eletrônica Cubadebate e reproduzido na versão online do jornal cubano Granma.


O líder cubano, que na quinta-feira disse que "nenhum ideal revolucionário" justificava as práticas de seqüestro, argumentou
o fato de não pedir à guerrilha que deponha as armas.



"Não estou sugerindo a ninguém que deponha as armas, nos últimos 50 anos os que o fizeram não sobreviveram à paz", afirmou.



Fidel Castro pediu à guerrilha que "simplesmente declarem por qualquer vía à Cruz Vermelha Internacional a diposição de colocar
em liberdade aos sequestrados e prisioneiros que ainda estejam em seu poder sem condição alguma".


Castro disse que uma conduta diferente à libertação dos sequestrados "serviria somente para premiar a deslealdade e a traição".



O ex-chefe de Estado cubano disse não compartilhar dos ideais do líder fundador da guerrilha Manuel Marulanda, ao afirmar
nunca ter tido a oportunidade de conversar com o guerrilheiro, morto em março deste ano.


"De notável inteligência natural e dotes de dirigente (Marulanda) concebia uma longa e prolongada luta, um ponto de vista
que eu não compartilhava", disse Castro.


Estados Unidos

Castro,
de 81 anos, criticou a intervenção dos Estados Unidos na operação
militar que resultou no resgate dos 15 sequestrados, ao fazer
referência às declarações do embaixador dos EUA em Bogotá, William
Browfield, nas que admite a participação de seu governo na ação.

"Expressei
com clareza nossa posição a favor da paz na Colômbia, mas não estamos a
favor da intervenção militar estrangeira, nem com a política de força
que os EUA pretende impor à todo custo e a qualquer preço a este
sofrido e trabalhador povo", disse Castro.

Horas depois
do resgate de Betancourt, o embaixador estadunidense declarou que a
operação havia sido coordenada com a Casa Branca e que havia contado
com a ajuda de aviões de espionagem norte-americanos para a localização
dos reféns.

"Foi o
resultado de anos de intensa cooperação militar entre os exércitos da
Colômbia e Estados Unidos (...) conseguimos compenetrar-nos de uma
maneira que poucas vezes conseguimos nos EUA, exceto com os nossos
velhos aliados, principalmente da OTAN", afirmou Browsfield.

O governo da Colômbia, porém, afirma que a operação militar, que teria contado com um minucioso serviço de inteligência havia
sido realizada em sua totalidade por agentes colombianos.


A cooperação dos EUA com a Colômbia, que supera os US$ 4 bilhões em ajuda militar, foi iniciada em 2000 com a aplicação do
Plano Colômbia, programa de combate às guerrilhas e o narcotráfico.
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