O aumento da taxa de mortes durante um tratamento intensivo para baixar a glucose Instituto norte-americano do Coração, Pulmões e Sangue.

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O aumento da taxa de mortes durante um tratamento intensivo para baixar a glucose Instituto norte-americano do Coração, Pulmões e Sangue.

Mensagem  Vitor mango em Sab Jun 07, 2008 1:13 am

O aumento da taxa de mortes durante um tratamento intensivo para baixar a glucose em doentes de alto risco com diabetes do tipo 2 interrompeu em Fevereiro um estudo desenvolvido pelo Instituto norte-americano do Coração, Pulmões e Sangue.

Os resultados deste estudo ACCORD (Acção para Controlar os Riscos Cardiovasculares na Diabetes) foram esta sexta-feira apresentados no 64º Congresso Anual da Associação Americana de Diabetes, a decorrer em São Francisco.

Os pacientes cuja glicemia estava a ser controlada mais intensamente registou um risco 22 por cento superior de morrer que o grupo padrão.

Esta percentagem revela um aumento da mortalidade absoluta de cerca de um por cento durante a média de 3,5 anos de tratamento e posterior acompanhamento.

O objectivo do maior controlo era chegar a uma diminuição da hemoglobina A1c (um marcador do controlo glicémico - HbA1c) abaixo dos 06 por cento, enquanto no grupo de referência a meta seria entre os 07 e os 07,9 por cento.

Quando o estudo foi interrompido, a média dos primeiros pacientes era de 6,4 contra 7,5 por cento.

A taxa de morte cardiovascular relacionada com ataques de coração, insuficiência cardíaca e arritmias foi 35 por cento mais alta no grupo mais controlado, que, no entanto, mostrou ter 24 por cento de menos probabilidades de sofrer ataques cardíacos não fatais.

Não houve, porém, registo estatístico significativo quando comparados os dois grupos em termos de enfartes ou insuficiência cardíaca não fatais.

Aumento de mortes

«A maior implicação clínica (do estudo) é que há algum risco associado a este nível de intensificação do controlo da glicemia em diabéticos de tipo 2 de alto risco cardiovascular e tal deve ser considerado pelos clínicos no acompanhamento da doença», sublinhou Robert Byington, director do Instituto que coordenou o estudo.

O mesmo especialista referiu que o aumento das mortes parece estar relacionada com a estratégia intensa de baixar a glicemia e não com características específicas de um sub-grupo (idade, género ou etnia).

Os participantes no estudo continuarão a ser seguidos por um mínimo de 18 meses para possibilitar uma reapreciação dos resultados.

O estudo envolveu mais de 10 mil adultos de 77 clínicas dos Estados Unidos e Canadá.

A diabetes tipo 2 é caracterizada por diminuição na secreção e resistência à insulina e surgia tradicionalmente em adultos com excesso de peso e acima dos 40 anos, mas tem surgido cada vez mais em crianças e jovens devido ao sedentarismo e peso a mais.

Estima-se que existam 250 milhões de diabéticos e que esse número chegue aos 380 milhões em 2025, o que significa aproximadamente 07 por cento da população adulta mundial.
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Vitor mango

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