Roma nao paga a traidores

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Roma nao paga a traidores

Mensagem  Vitor mango em Seg Jun 09, 2008 9:58 am

traidores entre nós sempre os Houve
O ultimo que me lembro foi atirado pela populaça pela janela ...chamava-se MIGUEL Vasconcelos quwe cagado de medo se escondia num armario como rata de esgoto

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Viriato
(179-139
bC)

Após a segunda guerra púnica * (218-201 aC),
Roma dominava o Leste e o Sul da Península Ibérica. As zonas Oeste e
Norte eram ainda dominadas por populações indígenas (iberos) e celtas.
Uma federação de tribos lusitanas, que habitavam as regiões mais
ocidentais, resistiu à penetração romana, sob a liderança brilhante de
Viriato, de 147 a 139 aC.


As batalhas entre tribos lusitanas e o
império romano tiveram início cerca do ano 193 bC. Supôe-se que Viriato,
filho de Comínio, terá nascido na localidade de Aritius Vetium (actual
Alvega), e que terá tido de algum modo acesso a vários aspectos
culturais e experiências,
para além das actividades de pastor de rebanhos e caçador, que lhe permitiram
desenvolver a guerra de guerrilha, com estratégias e tácticas sofisticadas,
chegando mais tarde a dialogar positivamente com os representantes
de Roma, e alcançando inclusivé a designação de "Amicus Populi Romani", ou seja, aliado em paz com Roma.




Em 150 aC, o pretor romano Sérvio Sulpício Galba aceita uma
proposta de paz, em que se incluia o desarmamento dos lusitanos. No
entanto, Galba não cumpriu a sua parte do acordo, procedendo ao massacre
de cerca de 10 mil lusitanos, sendo outros 20 mil enviados para a Gália,
onde foram vendidos como escravos. Viriato foi, afortunadamente, um dos
poucos sobreviventes a esta chacina.

Viriato
aparece na História quando, em 147 aC, se opôe à rendição dos lusitanos
a Caio Vetílio, que os tinha cercado no vale de Betis , na Turdetânia.
Viriato lembra aos seus companheiro a traição anterior de Galba.

A fama de Viriato como guerreiro e
estratega foi crescendo entre as várias tribos lusitanas, o que lhe permitiu
vir a tornar-se o líder efectivo de uma coligação de tribos
lusitanas, pela primeira vez na história unidas por um objectivo comum.

Derrota
os romanos no desfiladeiro de Ronda, que separa a planície do
Guadalquivir da costa marítima da Andaluzia, fazendo nas fileiras
inimigas uma espantosa chacina, tendo sido morto o próprio Vetílio.

Em
145 AC Quinto Fábio Máximo, irmão de Cipião "O Africano"
é nomeado cônsul na Hispania Citerior e é encarregado da campanha
contra Viriato ao comando de duas legiões. Ao princípio tem algum êxito,
mas Viriato recupera e em 143-142 aC volta a derrotar os romanos em
Baecula e obriga-os a refugiar-se em Córdova.


Simultaneamente,
seguindo o exemplo do chefe lusitano, as tribos celtibéricas da
Hispânia Citerior (Belos, Titos e Arevacos) revoltavam-se contra as prepotências romanas, acendendo uma luta que
só terminaria em 133 aC, com a queda de Numância.


Em
140 aC Viriato derrota o novo consul Fábio Máximo Serviliano,
matando mais de 3.000 romanos, encurralando o inimigo e podendo
destroçá-lo; no entanto, deixou Serviliano libertar-se da posição desastrosa em que se
encontava, em troca de promessas e garantias de os lusitanos
conservarem o território que haviam conquistado. Em Roma, esse tratado
de paz foi mais tarde considerado humilhante e vexatório; como
consequência, o Senado
romano volta atrás na sua palavra, e declara guerra a Viriato.




A destruição de Cartago, o principal centro
de oposição ao poder de Roma, terá sido um elemento importante na
viragem da guerra, pois Roma pôde reforçar as suas tropas nas restantes
frentes, incluindo, claro, a frente ibérica.

Em consequência da atenção e poder militar
concentrado de novo na Iberia, para além da desmilitarização lusitana
que entretanto aconteceu, as tropas romanas conseguem levar Viriato
a refugiar-se a norte do rio Tejo, num lugar denominado "monte de
vénus" (presumivelmente localizado entre Cáceres e Badajoz). Face
aos avanços do general romano Quinto Servílio Cipião, Viriato, em
posição difícil, enviou-lhe três emissários (Audax, Ditalco e Minuro)
para negociar a paz.

Em 139 aC, Viriato foi assassinado durante o
sono, por estes mesmos três emissários. Após o
assassinato, estes refugiaram-se junto do procônsul romano Servílio
Cipião, reclamando o prémio prometido. No entanto, o procônsul
ordenou a sua execução, tendo ficado os três expostos em praça
pública com os dizeres "Roma não paga a traidores".

O exército lusitano, chefiado por Táutalo,
até então o braço direito de Viriato, tentou ainda uma incursão contra
os territórios do Sul, mas foi vencido.



Depois da morte de Viriato, Decius
Junius Brutus conseguiu finalmente marchar para Norte, através da lusitânia
central, e dominar a Gallaecia. Começou então, efectivamente, a
ocupação romana do extremo ocidental da Hispânia.

Após a governação de Júlio César, o
imperador Augusto fundou a cidade de Emerita Augusta (hoje Mérida), no
ano 25 aC, tornando-a a capital da província romana Lusitania,
por ele constituída no ano 5 aC.




A luta lusitana pela independência
continuaria ainda mais tarde, através do apoio a Sertório, e passando
pela criação de um estado lusitano na zona oeste da península ibérica,
no séc. I dC.


A identificação de Portugal com a Lusitania,
e dos antecessores dos portugueses como sendo os lusitanos (ideia que
está na origem do título dos "Lusíadas" de Camões) é
hoje largamente ignorada, mas a criação da Lusitania terá
certamente tido influência na formação de um reino independente chamado
Portugal, vários séculos mais tarde.
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Vitor mango

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